APEX: Legends

Apex Legends

Enquanto toda a comunidade gamer se matava em uma discussão eterna de “Anthem é foda” vs “Anthem decepciona”, impulsionado pelo segundo beta do jogo que rolou neste último fim de semana, a Respawn Entertainment, estúdio responsável por Titanfall, surgiu de trás da moita com APEX: Legends, um battle royale free to play. Em um mercado saturado, será que APEX tem o necessário para se destacar?

A receita de APEX: Legends é a mesma que você pode imaginar. Em um amplo mapa aberto, com diferentes biomas e estilos, esquadrões de três jogadores (que podem ser randoms ou amigos em grupo) saem em busca de recursos, armas, armaduras e acessórios,  para tornar seus personagens em máquinas de matar e assim, serem os últimos a cair, ganhando o título de vencedor. Logo de cara é fácil perceber a diferença com seus principais concorrentes, Fortnite e PUBG, sua identidade própria. Em uma mistura louca de combate ágil, preciso e realista, com personagens surreais e habilidades especiais, APEX une o melhor dos dois mundos, criando uma experiência divertida, estratégica, repleta de adrenalina e o melhor, sem fazer com que muros de tijolos sejam erguidos do nada quando você está prestes a eliminar alguém.

Quando falamos em habilidades especiais, entenda como os personagens em Overwatch. Cada ‘boneco’ em APEX tem uma habilidade passiva, uma habilidade ativa e um ultimate. Como eu sou uma pessoa mega legal e que adora cuidar dos amigos, me identifiquei muito com a Lifeline, uma médica de combate no qual se recupera/revive amigos mais rápidos, utiliza um drone para curar os parceiros e invoca um “pod” que traz equipamentos especiais para o esquadrão. Há também um personagem que fica invisivel, outro que rastreia os adversários, enfim, a variedade é grande e criar um esquadrão com personagens pré-estabelecidos entre seus amigos, lhe dará uma enorme vantagem.

O jogo traz diversos detalhes pequenos que juntos funcionam muito bem para toda a experiência. Quando joguei Blackout, por exemplo, levei muito tempo para entender a função e a necessidade de cada item, perdendo muito tempo para entender se eu precisava daquilo ou não. Em APEX os acessórios, sejam ele armaduras ou próprio das armas, são identificado por cores de acordo com a qualidade (branco, azul e roxo) e trazem um enorme X, caso você já tenha. Em um jogo em que velocidade e posicionamento é tudo, facilitar o entendimento dos itens que você carrega foi uma jogada sensacional da Respawn.

Porém nem tudo são flores, obviamente. APEX: Legends sofre do mal do século nos jogos atuais, chamado má otimização. Mesmo não tendo uma enorme profundidade ou gráficos mega realistas, não é difícil ouvir relatos de que o jogo estava pesado, com FPS caindo em cenas de combate e outros problemas de performance.

Em geral APEX: Legends é um excelente shooter/battle royale, que com certeza vai meter medo nos executivos por trás de Fortnite. O jogo também é gratuito, garantindo inclusão e acessibilidade aos mais variados jogadores, embora que isso me preocupa um pouco, pois espero que tenham um controle eficiente de ban em contas com bot ou hack. Há a possibilidade de comprar cosméticos via lootbox, mas não há efeito especial algum no gameplay, muito similar às caixinhas no Overwatch.

Caso você seja masoquista e queira perder ainda mais, me mande uma mensagem (via redes sociais) e podemos jogar juntos. Nunca fui bom o suficiente para ganhar uma partida em APEX, mas podemos causar estragos nos esquadrões alheios (ou não, já que há um sistema que permite ressucitar um aliado morto em combate).

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