Pokémon GO

Eu não sou um grande fã de Pokémon, mas sempre tive um contato próximo, principalmente por ter jogado os jogos no Gameboy Color (Gen1 e Gen2). Então quando anunciaram Pokémon GO no Brasil, eu (e o país inteiro) estava no hype para capturar os monstrinhos por aí. Porém, nessa época meu smartphone (ZenFone) não estava incluso na lista de aparelhos que podiam rodar, me deixando bem chateado. Em determinado momento eu até cheguei a trocar de aparelho, mas meu pequeno plano de internet acabou se tornando outro fator limitador, e ai eu deixei de lado total.

Até que esse ano, com o lançamento de Let’s Go Eevee & Pikachu, o meu interesse por Pokémon deu uma leve chamuscada, então pensei “É AGORA”. Muito depois de toda a galera, resolvi dar início à minha jornada pokémon e, cerca de um mês depois, devo dizer que estou curtindo bastante, hahaha!

Pra começar o jogo está muito diferente do pouco que eu vi no lançamento. Não apenas o número de bichos, que está perto dos 500 (embora eu só conheça 250), mas as pesquisas, as recompensas por tudo que você faz, as raides, a possibilidade de fazer amigos e trocar itens, e até mais recentemente, o anúncio do “modo PVP” em que jogadores poderão jogar entre si, local ou a distância (caso estejam no nível máximo de amizade), através de times de três pokémons, podendo conseguir pedras de evolução e outras recompensas interessantes no término da batalha.

Mas o ponto mais interessante, e o que me motiva a escrever isso aqui, está no fator físico. Detalhe este que eu já tinha consciência, apenas não tinha experimentado de verdade. Do lançamento do jogo até tempos atuais, (ainda) vejo bastante preconceito com a proposta. Em tempos em que casos clínicos crescem devido ao excesso de games, principalmente por ficarem horas sentados com má posição e/ou alimentação, criticar um app que incentiva o exercício físico e a interação com outros jogadores é algo que não entra na minha cabeça.

Um exemplo recente que eu gosto de dar é o recebimento de produtos comprados na Black Friday deste ano. Para economizar com frete, optei para receber os produtos que comprei no site da Magazine Luiza em uma das lojas relativamente próximo de casa (+/- 3.3km). Em qualquer outro momento eu teria pego um busão pra ir e voltar, resolvendo a pendência em menos de 20 minutos. Mas não, optei por ir a pé durante o caminho inteiro por causa de pokéstops e querer chocar ovos (Fun Fact: ganhei um Sandshrew Shiny do ovo desse dia).

Entrada do Prédio do Itaú – Metrô Conceição

Eu entendo a necessidade e importância de atividade física regular, mas sendo uma pessoa extremamente preguiçosa, sempre enrolei ao máximo para fazer (quem nunca fugiu de uma aula de Educação Física na escola né? A diferença é que eu fugia de todas). Mas hoje, unindo o útil ao agradável, estou fazendo com gosto, descendo em estações distantes do meu destino apenas para aproveitar o momento para realizar atividades no jogo (e na vida).

Então se hoje me perguntarem se eu jogo Pokémon GO, responderei que sim e com sorriso no rosto. Não apenas pela diversão do app, mas por servir de incentivo para fazer atividades que eu sempre evitava. E se você quiser jogar comigo para trocarmos presentinhos, basta me adicionar pelo número: 4104 2655 1439! 🙂

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