Tattoo | Victor Inafuko

Depois de enrolar por mais de seis anos, finalmente a minha primeira tatuagem aconteceu e foi muito diferente do que eu imaginei do que seria. Tanto em relação a dor quanto ao desenho, processo e aquele frio na barriga de fazer algo permanente.

Eu não sei exatamente quando eu cai no Instagram do Victor Inafuko pela primeira vez, mas lembro de todas as recomendações que recebi para fazer esse projeto com ele; amigos (em especial o Veto), artistas, parentes, etc. Não que fosse super necessário, pois basta olhar alguns de seus trabalhos para saber que ele manda muito bem!

Essa história começa lá em 2012, que foi mais ou menos quando comecei a ter um maior contato com essa arte através de amigos, eventos e vídeos. Na época, havia decidido que faria algo ligado a videogames (minha grande paixão), pois sempre que abordamos o assunto, uma questão sempre vem à tona; tem certeza? Como eu sei que nunca irei enjoar de joguinhos, parecia racional fazer algo disso. Havia escolhido que faria o dragão no logo de The Elder’s Scrolls: Skyrim, mesmo sem ser muito fã do jogo. Na época até havia solicitado alguns orçamentos, mas acabei deixando de lado.

(não estou sendo pago pra divulgar, mas aceito)

De lá pra cá eu continuei pensando no assunto, mas nunca o suficiente para dar um passo adiante e fazer de fato. Até que poucas semanas atrás algo estalou e eu pensei, “é agora!”. Como eu já havia trocado ideia com o Fuko anteriormente, sabia que faria com ele, só faltava o desenho. Inicialmente combinamos em fazer o símbolo da Horda de World of Warcraft, em sketch com alguns brushes em aquarela vermelho. Mas como tive um problema em minha conta do Itaú, acabei adiando por um tempo. Assim que a situação se normalizou, voltei a falar com ele mas com outra ideia em mente.

Já que essa seria a minha primeira tatuagem depois de muito enrolar, por que não fazer algo mais épico, que aproveite sua especialização e que seja mais atrelado à mim do que apenas um jogo? Já com a ideia em mente, Kabuto, parti em direção ao seu estúdio (que pra minha alegria, fica a 10 minutos de casa) e batemos um papo. Até que chegamos ao consenso de fazer o desenho que está neste post, estilo pincel e com vermelho em alguns pontos. O resultado ficou incrível, né? 😀

<3

A melhor parte de toda essa experiência foi o processo, muito diferente do que eu tinha em mente. Até então, eu nunca havia acompanhado uma sessão, então achei que seria apenas X horas em silêncio, com apenas aquele barulho de maquininha de dentista e eu me contorcendo de dor. Mas não, como o Fuko também curte as mesmas coisas que eu, passamos a sessão inteira discutindo animes (inclusive só estou assistindo JoJo’s Bizarre Adventure e Tengen Toppa Gurren-Lagann por recomendação dele) e nossas jogadas no Overwatch. Além disso, em todos os momentos ele demonstrou preocupação com o bem-estar do cliente (inclusive tomei uma mega bronca por ter dormido pouco no dia da segunda sessão), fazendo pausas de tempos em tempos. Apenas nos poucos momentos em que a máquina passou perto do ombro/cotovelo que eu senti um pouco de dor, mas toda o ambiente ajudou a descontrair e tornar o processo muito bacana.

Por isso que, mesmo sem saber qual desenho farei no outro ombro, já sei com qual artista farei o projeto. Visitem e sigam o instagram do Fuko, tem esses e muitos outros desenhos. Podem fazer orçamentos com ele, vai na fé, recomendo! 🙂

 

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