Congolinária, pratos veganos do Congo

Em meados de 2016, diversos sites como Catraca Livre ou Hypeness noticiavam sobre a inauguração do Congolinária, um restaurante com pratos veganos típicos do Congo. Imediatamente adicionei na minha lista mental, pois embora eu não seja vegano, eu me orgulho de gostar de experimentar coisas diferentes. Quase dois anos depois, finalmente tive a oportunidade de conhecer!

Pitchou Luambo, advogado, produtor cultural, ativista de direitos humanos e agora chef, deixou a República Democrática do Congo em 2010 devido aos intensos conflitos armados no pais. Mesmo impossibilitado de atuar como advogado por aqui, devido à questões burocráticas, nunca esqueceu suas motivações. Atuando como coordenador do Grupo de Refugiados e Imigrantes Sem Teto (GRITS), o congolonês auxilia outros refugiados, organiza palestras, debates, enfim, cria oportunidades para quem mais precisa. E é nesse cenário que surge o Congolinária, trazendo pratos do dia a dia, já que raramente se come carne (ou qualquer outro alimento de origem animal) em sua terra natal.

Congolinária – Foto por Henrique Perón

Algumas semanas atrás convidei uma amiga para me acompanhar nesta nova aventura gastronômica pela sumaré. Localizado na Av. Prof. Alfonso Bovero, 382, o restaurante fica (mais ou menos) uns 10 minutos do metrô Vila Madalena / Sumaré (Linha Verde).

Por ser um grande fã de massas, optei pelo Ngombe; nhoque de banana da terra com molho de tomates frescos, cenoura e shimeji + salada do dia. A massa estava macia e deliciosa, complementada por um o molho suave e bastante saboroso. Shimeji por cima é um enorme plus, afinal, quem não curte uns cogumelos ( ͡° ͜ʖ ͡°)? Embora possa parecer pouco, eu sai super satisfeito do local. Eu ainda pedi um Tangawisi; suco de abacaxi com limão e gengibre, porém não curti muito. Não por ser ruim, imagino que seja bem resfrescante para pessoas normais, mas como não sou tão fã assim de gengibre, achei muito “picante”. Mas isso é coisa minha.

Congolinaria - Ngombe

Já minha amiga foi de Kuku; arroz branco cozido no suco de gengibre, chips de batata doce, acarajé servido na cama de quiabo refogado na pasta de amendoim + salada do dia. Ainda que eu não possa fazer o “review” por ela, eu dei uma leve abocanhada no prato e achei bem gostoso também (mas o Ngombe é mais <3).

No geral, a experiência foi bem bacana, tanto pelo o que o restaurante representa, quanto pelo sabor. Os pratos giram em torno de R$ 30, são bem servidos e bem gostosos! E ainda ficamos de voltar, pois descobrimos que de quarta-feira e sábado rola uma feijoada super bacana no mesmo estilo. Então fica a minha recomendação para todos aqueles que querem fugir da rotina e experimentar algo diferente e saboroso.

Obs: Linkei os pratos do post ao site, mas o mesmo não está atualizado com o novo cardápio, por isso a divergência.

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