Review: Toby, The Secret Mine

Como em qualquer área criativa, o mercado de games passa por novas tendências e influências que renovam o mercado de uma maneira recorrente. No caso dos games essas tendências surgem principalmente através de grandes blockbusters ou sucessos de crítica e público.

Quando a desenvolvedora independente Playdead lançou Limbo em 2010, o game rapidamente se tornou sucesso de crítica e público, pois apresentava uma mecânica simples com ambientação e visuais bonitos e originais. Com o seu sucesso, naturalmente surgiram diversos jogos que usavam esses mesmos elementos, seja sua mecânica, visual ou sua ambientação marcante. Toby, The Secret Mine é um game que bebe muito – ou quase que exclusivamente – dessa fonte.

A jornada em Toby começa quando sua vila é atacada por invasores e seus amigos são sequestrados. Está dada a sua missão: perseguir e enfrentar os invasores e resgatar os seus amigos, que foram presos em jaulas espalhadas pelas fases. O jogo traz o gameplay de um plataforma clássico com os devidos toques de Limbo, e isso é bom. A jogabilidade consiste em correr e pular pelo cenário, prestando atenção onde pisa, subindo em plataformas, acionando switchs e resolvendo puzzles para passar de uma área para outra. Áreas escondidas com colecionáveis também estão presentes.

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O visual também é bastante semelhante, com personagens e elementos de cenário desenhados como silhuetas e sombras. Mas ao contrário de Limbo, que utiliza um cenário inteiramente preto-e-branco, Toby possui objetos e personagens em forma de silhueta preta combinados com um background colorido que completa a ambientação. Essa opção visual faz um belo trabalho mas em alguns momentos acaba tirando um pouco o foco do jogador no movimento e nas formas ao seu redor. Explico: a utilização do estilo preto-e-branco não foi por acaso, pois faz com que o jogador foque sua percepção nos elementos do cenário, como espinhos escondidos, uma ponte frágil que pode quebrar ao pular ou passar por cima ou mesmo uma alavanca que abre uma porta secreta. Isso não chega a prejudicar inteiramente o gameplay, mas aparentemente foi uma forma que a equipe de TOBY encontrou para se distanciar da fonte original de inspiração. Mas infelizmente alguns sprites e cenários de fundo aparecem em baixa resolução ou ampliados além do limite, o que é frustrante em um game que esperamos refino visual.

Efeitos sonoros também auxiliam o jogador no gameplay: ouvir o som de rangido ou de algo rachando enquanto você atravessa uma ponte pode não ser um bom sinal. Este recurso é bem interessante, mas poderia ser mais utilizado durante o jogo.

Os puzzles são legais e fáceis de resolver sem muito esforço. Em muitos deles a solução já é bem perceptível, você quase nunca tem que voltar uma tela para ver se não esqueceu nada lá atrás, por exemplo. Depois de dois ou três puzzles você já deduz que a solução sempre vai estar ali mesmo em um botão ou em uma plataforma elevada. Isso pode ser interpretado de uma forma positiva ou negativa, depende da sua paciência em resolver esse tipo de obstáculo. Se você é mais casual e curte uma aventura mais tranquila e com puzzles, você vai gostar de Toby: the Secret Mine, caso contrário não tenha medo de pular esse jogo. O game já está disponível para PC, Wii U, Android, iOS e Xbox One (plataforma utilizada para fazer o review).

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