Primeiras Impressões: Ghost Recon Wildlands

Neste ultimo fim de semana a Ubisoft realizou um teste fechado do seu mais novo jogo de ação estratégico em mundo aberto; Ghost Recon Wildlands. A convite pela própria Ubisoft, joguei algumas horas e vi muitos pontos interessantes que me deixaram extremamente ansioso pelo produto final. Esse é o relato das minhas primeiras impressões do mais novo título da desenvolvedora cujo lançamento está previsto para março de 2017.

Enredo: Ambientado na Bolívia, o jogador irá controlar um soldado de elite dos Estados Unidos em uma missão ultra secreta (e até clandestina) contra um dos maiores cartéis de droga da América do Sul, com distribuição em todo o mundo. Por não ter apresentado a história de nenhum personagem a fundo, sendo apenas “mais um” soldado de elite, não senti uma empatia ou um sentimento de justiça pelo enredo, tornando toda a aventura facilmente de esquecer.

wildss

Apresentação: Wildlands é o mais recente título da série Ghost Recon desde Future Soldier de 2012 e assim como o anterior, pode ser jogado sozinho ou em até 4 pessoas (aviso desde já que a experiência de jogo em galera é infinitamente maior) em um grande mundo aberto para juntos conquistar os diversos objetivos e completar as missões.

O jogo tem um enorme feeling da Ubisoft. Tendo jogado os mais recentes games de ação moderna da empresa; Ghost Recon: Future Soldier, Far Cry 4, Watch Dogs 2 e The Division, eu sinto que Wildlands é o direto resultado dos quatro, coletando pontos positivos de cada um para criar uma experiência mais divertida, sem perder os elementos de estratégia e o alto nível de personalização.

O ambiente é baseado em uma região real (The Division), com diversos inimigos patrulhando as ruas, animais selvagens na mata e muitas missões secundárias espalhadas pelo mapa (Far Cry). O engage nas batalhas é feito através de gadgets de reconhecimento como Drones, óculos de visão noturna e ordens de combate (Future Soldier). O mapa é repleto de ícones, interrogações, indicativos de lojas, caixas de munição e NPCs aliados (quase tudo da Ubisoft) que, ao interagirem com o jogador, geram pontos de experiência, necessário para passar de level e habilitar algumas das milhões de habilidades disponíveis (Watch Dogs 2).

bolivia

Mapa: O mapa é muuuuuuuuuuuito grande. Embora o beta tenha apresentado apenas uma das 21 regiões que compõe o total do jogo, foi suficiente para compreender o potencial que o jogo finalizado terá. Assim como em outros jogos de ação da Ubisoft, aqui será possível fazer missões secundárias, liberar reféns, coletar itens e equipamento, além de participar em eventos dinâmicos. A  grande questão aqui é como a empresa usará todo esse espaço para criar uma experiência rica e viva para o jogador, e não algo entediante ou mais do mesmo.

Estratégia: O jogo promete uma experiência Ghost Recon, ou seja, furtividade para abater seus inimigos sem ser visto ou tendo o menor prejuízo possível. Ao contrário de The Division que é um RPG de tiro, aqui os inimigos morrem com headshot, permitindo uma aproximação mais lenta e distante. Ainda assim, em diversos momentos eu me peguei em uma enorme guerra com meus adversários, mesmo tentando uma entrada mais stealth. Até que em determinado momento eu desisti dessa ideia e tratei o jogo como uma experiência de ação, similar a Far Cry, ativando o modo Rambo e peitando todos de frente. E olha, foi um sucesso, além de ser BEM MAIS RÁPIDO. Graças as grande customização disponível nas armas (trocando cada parte dela para aumentar seus atributos), construí rifles que batiam forte o suficiente para eu peitar e matar qualquer coisa que fizesse sombra. Ou seja, é possível jogar de forma cuidadosa e estratégica, mas a menos que você esteja em uma dificuldade muito alta, não há necessidade alguma.

Conclusão: Mesmo sendo um pequeno teste para identificar bugs e inconsistências, para um melhor lançamento, esse período de teste de Wildlands foi o suficiente para me deixar exausto mas ao mesmo tempo animado e ansioso para o jogo final. A quantidade de conteúdo é absurdo, o que irá garantir muitas horas de diversão, mais ainda se jogar co-op. Fico preocupado apenas em como será o desenrolar da história, mas tenho fé que a Ubisoft irá criar uma experiência imersiva.

More from Guilherme Kyoji

Edição comemorativa da Heineken é brasileira!

Em meados de 2013, a Heineken lançava um concurso “Your Future Brand”...
Read More