Review: No fim do túnel

8.5 Avaliação Final
8.5

Geralmente pesquiso um pouco sobre os filmes antes de assisti-los, mas dessa vez resolvi ir totalmente às cegas para a exibição. Por se tratar de uma película argentina e pelo fato de eu não ter intimidade com o cinema dos nossos hermanos, eu fui surpreendido! Além de não ter sido amplamente divulgado e ser exibido em circuito limitado no país, confesso que torci o nariz no primeiro momento mas acabei saindo de lá grato por ter ‘visto o que vi’.

No fim do túnel conta a história de um cadeirante, Joaquín (Leonardo Sbaraglia), que se vê sozinho após alguma tragédia pessoal não explícita e decide alugar um dos quartos de sua casa. Eis que surge a sensual Berta (Clara Lago) e sua filha Betty, interessada em alugar o quarto anunciado e se mudar imediatamente. Esse clichê do cara que ficou sozinho e encontra uma mulher linda batendo à porta necessitando de ajuda já me levou a imaginar se tratar de uma comédia romântica. Mas aí começam as reviravoltas.

Joaquín trabalha no porão de casa com informática e em um dia normal de trabalho, ouve alguns ruídos do outro lado da parede, decidindo investigar. Percebe então que há um grupo de criminosos cavando um túnel que passa por baixo de sua casa, com intenção de roubar um banco que fica próximo. Para piorar, descobre que Berta é na verdade, namorada do líder do bando e está lá para vigiar o morador solitário. Sem que Berta desconfie, Joaquín passa agir por conta própria com o objetivo de frustrar a ação do grupo, e o desenrolar da história gira em torno disso.

A trama é muito bem feita, o enredo é muito bom e surpreende, também, o fato de haver apenas dois cenários de filmagem; a casa de Joaquín e a sede do bando. A fotografia e sonoplastia conseguiram criar com muito sucesso um clima tenso, repleto de suspense. Vale destacar a atuação de Leonardo Sbaraglia que convence muito no papel de cadeirante. As cenas no túnel também chamaram a atenção, criando uma atmosfera claustrofóbicas e repletas de ação.

É um filme acima da média, vale muito a pena o ingresso. Só é uma pena que estará em exibição em número restrito de salas. 🙁

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