Review: Hitman

Com nove títulos no currículo, sendo seis para consoles e três para dispositivos móveis, dois filmes e uma ampla base de fãs, a série Hitman já mostrou para tudo e para todos que tem calibre pra se mostrar relevante no mercado de games. Nesta nova empreitada, o assassino careca mais famoso de todos retorna em um game com grande foco na criatividade em eliminar seus alvos do jogador mas com um twist, o jogo está fatiado, dividido em cinco capítulos que ainda estão sendo lançados. Será que a Io Interactive deu um tiro no pé?

Diferente dos títulos anteriores que contavam missões específicas, Hitman se passa logo no início da história, mostrando o Agente 47 dando seus primeiros passos na International Contract Agency (ICA) e conhecendo a mulher que lhe guiaria em quase todas as suas futuras missões; Diana. Com isso os desenvolvedores conseguem a justificativa perfeita para introduzir um tutorial aos jogadores, fazendo 47 ter de passar por uma série de simulações para demonstrar se ele realmente tem a capacidade para gerar os resultados esperados.

Resultados esses que dependem apenas da criatividade, atenção e estratégia do jogador. Mais do que apenas eliminar o alvo da missão, o grande destaque do jogo é a exploração dos mapas em busca de dicas que revelam novos caminho para a conclusão do objetivo. Prestar atenção na conversa dos NPCs pode revelar diversas oportunidades para se aproximar e realizar um ataque criativo. Claro que a opção de assegurar uma posição distante e dar um headshot com uma pistola silenciada é sempre válida, mas se infiltrar no local como bartender, envenenar a bebida do seu alvo para fazê-lo ter uma dor de barriga e correr para o banheiro vomitar, apenas para descobrir que há uma bomba na privada é muito mais divertido, não concordam?

Além de prestar atenção nos diálogos ao seu redor, é sempre bom estudar bem o ambiente e entender as rotas que os personagens fazem. Em diversos momentos eu optei por ficar 5 minutos parado esperando que um NPC passasse na minha frente no momento certo, para que eu pudesse agarrá-lo (ui) sem que ninguém percebesse? Claro que eu poderia ter feito dezenas de rotas diferentes e ter muito menos dor de cabeça, mas o desafio é o jogador que faz e nesse caso, eu estava atrás da conquista de fazer a missão sem usar a roupa de outro personagem. Carinho no ego nerd é sempre bom.

Parando pra pensar, eu gosto de olhar Hitman como um grande quadro em branco, com apenas alguns traçados feitos. Embora haja algumas marcações, o jogador é quem decidirá como será feita a pintura. Com um grande arsenal de armas diferentes, explosivos, itens para chamar a atenção, objetos interativos, possibilidade de nocautear um personagem para roubar suas roupas (e esconder o corpo) e um grande mapa que permite muitas formas de exploração, o resultado pode variar de acordo com o estilo de cada jogador, mas todos serão incríveis de assistir e altamente recompensador de realizar.

Mesmo tendo todos ou diversos episódios em mãos, não espere longas horas de conteúdo único. Embora possa parecer estranho, ainda mais em um game dividido por episódios, o grande volume de horas que Hitman possa vir a gerar, vem da repetição dos mesmos níveis diversas vezes, sempre tentando com um approach diferente.

hitman

Além disso, não espere mudanças na jogabilidade entre um capítulo e outro, pois o que muda entre eles é apenas o local e os itens a sua disposição. No primeiro episódio, vamos até Paris em um grande e lotado desfile de moda. Embora espaçoso, há mais civis por m² e diversos personagens de funções especiais só esperando você para deixá-los inconscientes e sem roupas. Já no segundo episódio vamos para Sapienza, atrás de um bio-engenheiro e seu laboratório. No terceiro estamos em Marrakesh, a poucos passos de uma guerra civil, orquestrada pelos alvos obviamente. A grande pegada aqui é a presença das forças armadas, o que permite algumas interações extraordinárias. E no quarto, o último lançado até então, chegamos em Bangkok, para eliminar um filhinho de papai rockeiro e seu advogado que assassinaram uma jovem e saíram impune$.

Vale a pena jogar?

Bem… Sim, mas tenha em mente que o jogo gira em torno do grinding de assassinatos criativos. Jogadores que prezam por conquistas e finalizar o game de diferentes formas encontrarão um banquete em Hitman, repleto de desafios e formas de aproximação. Mas se você só quer fazer a campanha e não liga para os desafios extras, deverá aguardar uma promoção, pois você terá uma experiência bem rasa.

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