Review: Quando as luzes se apagam

O filme do diretor sueco David F. Sandenberg é baseado em um curta de mesmo nome, de apenas 3 minutos, que fez muito sucesso na competição de filmes de terror Who’s There (2013), rendendo a Sandenberg o prêmio de Melhor Diretor. Após o sucesso do curta, James Wan (produtor de Sobrenatural e Atividade Paranormal) convidou o diretor para produzir um longa-metragem baseado em sua história.

Quando as luzes se apagam conta a história de uma entidade que aterroriza uma família local e que só pode ser vista nas sombras, porém desaparece quando iluminada. Através deste simples mecanismo de luz e sombra, o filme consegue causar os sustos e desenvolver um suspense. Devo confessar que costumo não gostar de filmes de terror, mas este foi uma boa exceção. Litros de sangue, mutilações e fantasmas carregados de computação gráfica costumam ser mais toscos que assustadores para mim, mas isso não ocorre neste filme.

Na maior parte da trama, Diana – a assombração fotofóbica – só é visualizada de maneira parcial, em silhuetas sombrias, de olhos brilhantes e sinistros. Porém é exatamente essa ausência do explícito, e o jogo bem feito entre luz e escuridão, que faz o espectador pular da cadeira diversas vezes. A trilha sonora (ou a ausência dela) também é muito bacana e cria, com sucesso, uma atmosfera sombria. Na maioria das cenas o que se tem é um silêncio absoluto, cortado por rangidos, estalos e sussurros que arrepiam.

Mesmo trabalhando de maneira tão criativa com o medo do escuro, o enredo não acompanha, sendo bastante mediano. A narrativa conta a história de Rebecca (Teresa Palmer), que durante a infância acreditava ser perseguida por uma mulher e, anos mais tarde, vê seu irmão Martin (Gabriel Bateman) enfrentar o mesmo problema. Ambos descobrem que tal aparição tem ligação com o passado de sua mãe, porém a explicação da origem de Diana ficou confusa, com muitas lacunas a preencher.

Trata-se de um filme que vale a pena assistir. Confesso que cheguei desconfiado ao cinema, pois geralmente em filmes de terror sinto tudo, (graça, raiva, etc) menos medo. Porém dessa vez foi diferente.

Nota: 8,0

Escrito por: Gustavo Machado
Editado por: Equipe Kyzuka

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