Comic Con Experience bane Pânico na Band

O conceito de ser nerd nos dias de hoje é bem diferente do que existia há 30 anos, pelo menos da forma como nos vestíamos e como nos vestimos hoje. Há 30 anos o estereotipo de óculos fundo de garrafa, camisa listrada e calça “santropeito” à lá Nerso da Capitinga era até que ok para o tempo em que se vivia.

Graças a diversas formas de divulgação hoje em dia os nerds são bem conhecidos, porém o estereotipo que ficou gravado ainda é aquele dos anos 80, do cara totalmente anti-social, magrelo ou muito gordo, que tem medo de se aproximar de qualquer mulher que seja pra até pedir uma informação.

Para o público “mainstream” é assim que somos vistos e é assim que sempre seremos, porém quem vive a nossa realidade todos os dias sabe que o buraco é bem mais embaixo. Nós trabalhamos entre as pessoas “normais”, temos vidas normais, respiramos, comemos, assistimos TV, ouvimos rádio, pegamos condução, dirigimos nossos carros, ficamos, namoramos, casamos e (pasmem) nos reproduzimos, assim como qualquer ser humano.

O fato de curtirmos coisas, as próximas aspas, favor ler um milhão ao invés de apenas uma, “diferentes” não nos transforma em bichos estranhos, remelentos e punheteiros que vivemos em nossas bolhas.

O que foi visto no domingo, 07/12/2015, televisionado pelo programa “Pânico na Band” não foi apenas um insulto à cultura Nerd, mas insultos à indivíduos que pensam e sentem, como quaisquer outros, insultos às mulheres, enfim, um desfile de babaquices que ainda são muito apreciadas por grande maioria do população que não pensa por si só e são apenas levados pela cultura do pão e circo.

Caso ainda não tenho visto sobre o que estou falando, veja aqui a falta de noção e bom gosto que foi a “reportagem” exibida:

Mudando um pouco o enfoque deste texto, quero lembrar-lhe caro leitor, que muitos dos filmes “blockbusters” de hoje são filmes de super-heróis. Tramas como do vindouro “Capitão América – Guerra Civil” e “Game of Thrones” são conhecidos do publico nerd há muito tempo, não dizendo que o nosso “movimento” não abrace novos “afiliados”, mas são novidades no “mainstream” que já não nos surpreendem tanto assim. E agora caro leitor você me pergunta “Nossa, mas por que ele ta falando de todas essas coisas de mainstream, preconceito, estereótipos e outras coisas?” e é nesse ponto que eu mais queria chegar, que é explicar porque é bom ser nerd. Exatamente pela continuação do que acabei de citar, histórias que já conhecemos.

Acho que não me fiz claro, mas eu explico, quando se é nerd e nós conhecemos uma história diferente, por exemplo, Star Wars, nós não ficamos apenas no senso comum, nós buscamos a fundo mais material, buscamos conhecer mais daquele iceberg que é a nova cultura que nos foi apresentada, então se o exemplo é Star Wars, nós buscamos não apenas assistir os filmes, mas queremos não apenas arranhar a superfície e buscamos mais material sobre o mesmo. Nós nos aprofundamos tanto que muitas vezes trazemos aquela paixão para o nosso estilo de vida, e não temos vergonha de ser quem somos.

E é isso que nos diferencia, não ficamos na mesmice, quando gostamos vamos atrás, não apenas de quadrinhos e vídeo-games, mas de música, artes, cultura em geral. Não ouvimos apenas o single, queremos a discografia, queremos o universo expandido daquilo que amamos.

Claro, se você achou graça do que o Pânico fez, ok, gosto é gosto, não se discute, só que por favor, vá ler um livro, tente se aperfeiçoar como ser e principalmente, respeite as diferenças, não seja um bolha!

O Kyzuka apóia o evento Comic Con Experience e damos os parabéns aos organizadores por trazerem essa nova sensação que os americanos já tem há muitos anos, vendo seus ídolos de perto e por nos fazer sentir parte de um universo maior.

May the force be with you all my friends.

Também repudiamos claramente a atitude completamente equivocada do Pânico na Band, na boa, foram banidos merecidamente.

More from Tony Shadaloo

Novas imagens de Star Wars VII

Foram reveladas, pela revista americana Entertainment Weekly, imagens do novo episódio da...
Read More